O juiz amigo meu!
Hoje, por não querer acordar e percebendo que o Sol já nascia,
corri até o telefone, disquei o número daquele Juiz, amigo meu,
e pedi que anulasse o dia que estava nascendo e doendo em mim. sem demorar, ele, o juiz, amigo meu, escreveu lá, e autenticou com sua rubrica intelectualizada que o Sol deveria recuar, voltar para de onde vinha, com isso, eu, com meus interesses de continuar dormindo e sonhando leve, seria preservado, me deixando livre da reunião, dos dias pelo salário mínimo, da satisfação do aluguel atrasado e dum riso forçado ao moço forte e alto da padaria.
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